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Bolsonaro e filhos parlamentares multiplicam patrimônio com atuação na política

O deputado federal e pré-candidato à Presidência, Jair Bolsonaro (PSC), e seus três filhos com mandato parlamentar tiveram patrimônio multiplicado depois que entraram na política. Os quatro são donos de 13 imóveis com preço de mercado de pelo menos R$ 15 milhões, a maioria em áreas valorizadas do Rio de Janeiro, como Copacabana, Barra da Tijuca e Urca. Os bens incluem ainda carros que variam entre R$ 45 mil e R$ 105 mil, um jet-ski e aplicações financeiras que totalizam R$ 1,7 milhão. Os dados foram levantados pela Folha na Justiça eleitoral e em cartórios. No caso do presidenciável, quando entrou na política em 1988, Bolsonaro declarava ter apenas um Fiat Panorama, uma moto e dois lotes de pequeno valor em Resente, interior do Rio de Janeiro, valendo pouco mais de R$ 10 mil em dinheiro atual. Desde então ele se dedicou apenas à política, com sete mandatos como deputado federal. Os filhos políticos são Flávio, Carlos e Eduardo. Até 2008, os quatro declaravam à Justiça Eleitoral bens em torno de R$ 1 milhão, nos quais eram incluídos apenas três dos atuais 13 imóveis. As principais aquisições ocorreram nos últimos dez anos. A casa onde Bolsonaro vive na Barra teria indícios de uma operação suspeita de lavagem de dinheiro, segundo critérios do Coaf (Ministério da Fazenda) e do Conselho Federal dos Corretores de Imóveis (Cofeci). A casa foi comprada pela Comunicativa-2003 Eventos, Promoções e Participações em setembro de 2008, por R$ 580 mil. A responsável, Marta Xavier Maia, disse à Folha que comprou o imóvel em estado ruim, reformou-o e o vendeu para o deputado quatro meses depois com redução de 31%. O prejuízo teria sido motivado pela necessidade de recursos para adquirir outro imóvel. O Cofeci avalia que existem indícios de lavagem de dinheiro porque há "aparente aumento ou diminuição injustificada do valor do imóvel" e porque o valor de contrato se mostra divergente da base de cálculo do ITBI, imposto cobrado pelas prefeituras. No mercado, é comum a prática de colocar na escritura valor abaixo do real, para driblar o imposto de lucro imobiliário. O pagamento restante ocorre por fora. Outra intenção da fraude é fazer com que o comprador não oficialize aumento patrimonial incompatível com seus vencimentos. O valor real dos imóveis de toda a família representa cerca do triplo do que foi declarado à Justiça - das duas casas na Barra, uma foi comprada por R$ 400 mil em 2009 e outra por R$ 500 mil em 2012. Jair Bolsonaro não comentou o caso. Flávio disse que se posicionaria quando voltasse do exterior, no dia 17. Carlos disse por meio de sua assessoria que seu patrimônio é modesto e igual há anos.
Com informações da Folha. 

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